VÍDEO: Menina mostra situação de casa ao voltar após mais de um mês desalojada por alagamentos no PR: 'Bolor em todas as paredes'

  • 20/11/2023
(Foto: Reprodução)
Beatriz Scorsin Ribeiro tem dez anos e mora em União da Vitória. Ela e a família ficaram 33 dias na casa de amigos e familiares. Cidade vive momento de retomada após cheia do Rio Iguaçu atingir praticamente um terço da população. Menina mostra situação de casa após mais de um mês desalojada por alagamentos no PR Após sofrer mais de 40 dias com alagamentos, a cidade de União da Vitória, no sul do Paraná, está vivendo um momento de retomada. Família que tiveram as casas atingidas pela cheia do Rio Iguaçu estão voltando para casa e enfrentando os desafios deixados pelos estragos da enchente. Saiba mais abaixo. Uma dessas famílias é a de Beatriz Scorsin Ribeiro, que tem dez anos. Ela, o pai, a mãe, o irmão de cinco anos e cachorrinho Théo voltaram para casa após passarem 33 dias desalojados. Em vídeo enviado à RPC, a menina mostra como encontraram a residência. Veja vídeo acima. "Além da sujeira no chão, tem bolor em todas as paredes até o teto, e lá fora as plantas estão todas podres", relata a criança. ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp ✅ Siga o canal do g1 PR no Telegram A casa fica no bairro São Bernardo. O pai de Beatriz, André Ribeiro, conta que a família saiu da residência no dia 13 de outubro, quando a água começou a invadir o imóvel, e voltou no dia 15 de novembro. "O impacto ao ver tudo sujo, embolorado e com mau cheiro foi difícil! Mas a vontade de retomar a vida deste turbilhão de emoções é o que dá força para seguir em frente. [...] Agora com a situação voltando à normalidade gradativamente, o medo vai se transformando em esperança", afirma. Segundo ele, o vídeo foi feito especialmente para ser enviado à RPC devido à ampla cobertura jornalística realizada no período. "Quando não tínhamos como sair de casa, todos esperávamos as notícias para entender melhor, verificar as projeções... Foram fundamentais as informações repassadas", afirma. Menina mostra situação de casa ao voltar após mais de um mês desalojada por alagamentos Reprodução Leia também: VÍDEO: Motorista sobrevive após eucalipto esmagar carro durante temporal: 'Milagre' Ponta Grossa: Força do vento arranca porta de guarita, e item invade ônibus pela janela traseira; veja vídeo Dia da Consciência Negra: Após filha ser vítima de racismo, mulher cria coletivo de mães negras Família mora em União da Vitória há seis anos A família de Beatriz mora em União da Vitória desde 2017. O pai da menina conta que esta foi a primeira vez que eles passaram por uma situação como esta. Beatriz com os pais e o irmão Arquivo pessoal "Sair de casa às presas, com somente documentos e alguns pertences, ver seu lar tomado pela água e não poder fazer nada é bem complicado! Observei que nestes momentos de crise as pessoas ficam mais solidárias e o olhar para o outro em sua dificuldade humaniza nestes tempos de isolamento tecnológico", ressalta. Nos 33 dias em que ficou fora de casa, a família contou com o apoio de amigos e familiares. "Conseguimos ficar na casa de uma amiga. A empresa que trabalho me proporcionou realizar minhas atividades em home office, assim fomos para Irati, na casa do meu sogro, por uns dias e para Ponta Grossa, na casa de minha mãe. Com o rio baixando, retornamos para a casa de nossa amiga para iniciarmos a limpeza", lembra André Ribeiro. Ele conta que conseguiu salvar os móveis da residência acomodando-os no segundo andar da casa, que não foi atingido pela enchente. Agora, a vontade é mudar para outro bairro de União da Vitória que não sofra com alagamentos. "Meus filhos ficaram muito assustados, passamos o Dia das Crianças [12 de outubro] todos em um quarto, verificando a cada hora se a água entraria em casa. Ontem fomos ver como estava a escola que ficou alagada (Clementina Lona Costa)... O cenário nas ruas é de devastação, móveis estragados pelas calçadas, lama, enfim, muita tristeza! [...] O fundamental é que estamos bem e com saúde, aos poucos tudo se normaliza e poderemos seguir a vida com muitas lições e aprendizados", avalia. Alagamentos em União da Vitória Desde o dia 8 de outubro cerca de 18 mil moradores de União da Vitória foram afetados pelas fortes chuvas, de acordo com dados da Defesa Civil. O número equivale a praticamente um terço do total da população da cidade, que tem 55 mil habitantes segundo o Censo 2022. Por conta das chuvas, o nível do Rio Iguaçu subiu e diversos pontos da cidade inundaram, tirando milhares de pessoas de casa. Os alagamentos em União, que está em situação de calamidade pública, são problema histórico, impulsionado pela geografia do município. No momento mais crítico da inundação, o nível do Rio Iguaçu chegou a 8,3 metros. O nível normal do rio na cidade é de 2,5 metros. Na tarde desta segunda-feira (20), o nível voltou a ficar abaixo de 6 metros. Além das inundações, no mesmo período a cidade também foi atingida por vendavais. Aproximadamente 6,7 mil casas foram danificadas pelas tempestades com chuvas intensas e vendavais, segundo levantamento da prefeitura. Mais de 8,5 mil pessoas tiveram que deixar as próprias residências em algum momento. De acordo com o último relatório da prefeitura municipal, na sexta-feira (17) ainda havia 963 pessoas em abrigos. Vídeos mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias da região em g1 Campos Gerais e Sul

FONTE: https://g1.globo.com/pr/campos-gerais-sul/noticia/2023/11/20/video-menina-mostra-situacao-de-casa-ao-voltar-apos-mais-de-um-mes-desalojada-por-alagamentos-no-pr-bolor-em-todas-as-paredes.ghtml


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