Celular de Nelson Tanure é apreendido no Galeão em nova fase da operação contra o Banco Master
14/01/2026
(Foto: Reprodução) Celular de Nelson Tanure é apreendido no Galeão em nova fase da operação contra o Banco Master
O investidor e empresário Nelson Tanure teve o celular apreendido, na manhã desta quarta-feira (14), no Aeroporto do Galeão, na Zona Norte do Rio. Ele é um dos alvos da Polícia Federal (PF) na 2ª fase da Operação Compliance Zero, que mira um suposto esquema de fraudes financeiras no Banco Master.
Tanure é conhecido no mercado brasileiro por apostar em empresas que atravessam dificuldades financeiras. Ele foi abordado quando se preparava para embarcar em um voo para Curitiba.
A TV Globo apurou que o investidor faria um 'bate e volta" à capital paranaense e estava sem bagagem. Ele entregou o aparelho celular e documentos sem resistência e foi liberado.
Como perdeu o voo, ainda não se sabe se ele conseguiu embarcar em outro.
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👉 Contexto: O caso do Banco Master virou o centro de um escândalo financeiro nacional e de uma disputa institucional. Em novembro, o Banco Central determinou a liquidação extrajudicial do banco. A liquidação ocorreu após suspeitas de fraude na venda de carteiras de crédito do Master para o Banco de Brasília (BRB) no valor de R$ 12,2 bilhões. Para o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, essa pode ser a "maior fraude bancária" do país.
O empresário Nelson Tanure
Alerj/Divulgação
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Além do empresário baiano, a PF também cumpriu mandados em endereços ligados a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e a familiares dele.
A investigação detectou que havia captação de dinheiro, aplicação em fundos e desvio para o patrimônio pessoal de Vorcaro e parentes.
Procurada, a defesa Vorcaro disse que ainda não teve acesso aos autos da operação e reiterou que seu cliente tem colaborado com as autoridades, além de ter "interesse no esclarecimento completo dos fatos". A defesa dos demais alvos da operação não foi localizada.
Ao todo, os agentes cumprem 42 mandados de busca e apreensão expedidos pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, que também determinou o bloqueio de bens e valores que superam R$ 5,7 bilhões.
Segundo a corporação, a investigação apura suspeitas de organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro na concessão de supostos créditos fictícios pelo Master.
A 1ª fase da operação aconteceu em novembro passado e resultou em sete prisões, incluindo a de Vorcaro. Segundo estimativa da PF, as fraudes podem chegar a R$ 12 bilhões.
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Divulgação/PF